quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sobre o Perdão...

  • O perdão contém a promessa de liberdade, alívio e paz.
  • O perdão desperta a nossa bondade e o fato de que somos dignos de amor.
  • Permite descarregar a confusão emocional e seguir em frente, sentindo-se melhor consigo mesmo e com a vida.
  • O teólogo e filósofo Paul Tillich diz: “O perdão é uma resposta, a resposta implícita em nossa existência”. O perdão é o meio para reparar o que está quebrado. Pega nosso coração quebrado e o conserta. Pega nosso coração surpreendido e o libera. Pega nosso coração manchado pela vergonha e a culpa e o devolve a seu estado imaculado. O perdão restabelece em nosso coração a inocência que havíamos conhecido em outra época, uma inocência que é a liberdade de amar.
  • Perdoar não é justificar comportamentos negativos ou improcedentes, sejam próprios ou alheios. O perdão não quer dizer que se aprove ou se defenda a conduta que causou o sofrimento, nem tampouco exclui que se tomem medidas para mudar a situação ou proteger nossos direitos.
  • Perdoar não é adotar uma atitude superior. Caso se perdoe alguém por piedade ou por considerá-lo bobo ou estúpido, confunde-se o perdoar com a arrogância.
  • O perdão não exige comunicação verbal e direita com a pessoa à qual se perdoou. Não é preciso ir e dizer: “te perdôo”, ainda que, às vezes, isto possa ser uma parte importante do processo de perdoar. Com freqüência, a outra pessoa notará a mudança produzida em nós; o perdão é uma mudança interior que pode levar à reconciliação.

O perdão só requer uma mudança de percepção, outra maneira de considerar as pessoas e circunstância que acreditamos que nos tenham causado dor e problema.


“PERDOAR. Uma decisão valente que nos trará a paz”.

Robin Casarjian. - Ediciones Urano S.A. 1998.

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